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O que é QoS?

QoS – Quality of Service, ou em português “Qualidade de Serviço”, é um método para fornecimento consistente e previsível na distribuição de dados satisfazendo os requisitos pré-estabelecidos do cliente (SLA) para determinados parâmetros (reliability – confiabilidade, delay – retardo, atraso ou latência, Jitter – flutuação ou variação de latência (atraso) que causa pacotes fora da ordem, vazão – largura de banda, etc.). Reduzindo problemas causados por Bursts periódicos (picos de uso) protegendo aplicações sensíveis (tráfego não-elástico, Ex.: VoIP), priorizando a entrega de pacotes (classes de serviço), sem desativar aplicações de prioridade mais baixa.

Modelos de Implementação: IntServ (Serviços Integrados, orientado a fluxo; utiliza o protocolo RSVP) e o DiffServ (Serviços Reservados ou Diferenciados; permite a criação de classes de serviços; indicado para grandes redes).

Temos ainda os protocolos SBM (sinalização), LDP (Sinalização em redes MPLS), RTSP (sinalização). Após criada a conexão e negociação de parâmetros (sinalização) utiliza-se o RTP (transporte de dados), e o RTCP (monitoramento e controle do RTP).

Modelo OSI: Camada de Transporte.

O que é Tráfego não-Elástico?

Tráfego não-elástico é o tipo de tráfego que não se adapta facilmente a mudanças de atraso (delay) e taxa de transferência (throughput). Por exemplo: comunicação em tempo real, como voz e vídeo – Se o ocorrer uma deterioração dos requisitos informados ocorrerá uma perda de qualidade podendo tornar a comunicação incompreensível. Os requisitos para o tráfego não elástico podem incluir: taxa de transferência mínima, taxa de sensibilidade ao atraso, suporte a um limite alto de variação de atraso, suporte a altas taxas de pacotes perdidos.

Ao contrário do tráfego não elástico, existe o Tráfego elástico.

O que é Tráfego Elástico?

Tráfego Elástico é o tipo de tráfego de rede cujo aplicação pode se ajustar a grandes mudanças de atraso (delay) e taxa de transferência (throughput). Exemplo: transferência de arquivos, envio e recebimento de e-mail eletrônico, logon remoto, gerenciamento de rede, e acesso web.

Nos exemplos citados a cima, caso ocorra uma mudança de atraso ou de taxa de transferência a transferência poderá demorar mais, contudo o arquivo será transferido corretamente, por isso dizemos que a aplicação se ajusta.

Células

Em redes de computadores, células são pacotes de tamanho fixo, o que facilita a implementação do processamento via hardware e uma maior velocidade no seu tratamento.

Pacotes com tamanho variável tem uma grande latência devido ao processamento via software dos pacotes pelos nós.

Células pequenas podem ser roteadas por switches com rapidez e completamente em hardware, como também, tornam mais fácil a criação de hardware capaz de tratar muitas células em paralelo.

Exemplo: As redes ATM

PDU (Protocol Data Unit)

Protocol Data Unit (PDU) é a unidade mínima transmitida em uma determinada camada de uma rede de computadores, que pode transportar informações de controle ou dados.

Recebe nomes diferentes a depender da camada do Modelo OSI:

  • Camada física (camada 1): Bit;
  • Camada de enlace (camada 2): Quadro (Frame);
  • Camada de rede (camada 3): Pacote (Packet);
  • Camada de transporte (camada 4): Segmento;
  • Demais camadas (camadas 5, 6 e 7): Dados.

O que é o Tempo de Convergência em uma Rede de Computador?

O tempo de convergência é o período decorrido até que os roteadores concordem e executem uma reação para escolha das melhores rotas e exclusão das rotas ruins, após ter ocorrido uma mudança de topologia. Quando os roteadores chegam a um acordo e a rede está configurada, dizemos que ela atingiu o estado de convergência.